Um mês sem postar é bastante tempo. Na verdade nem tinha planos de voltar aqui porque ando sem ideia nenhuma e menos vontade ainda.
Mas enfim, cá estou pra falar mais uma vez sobre o fim do mundo.
Admita, esse termo é assustador, mesmo sabendo que isso é a coisa mais improvável de acontecer.
Outro dia eu contei pra uma amiga a minha fórmulinha de com eu me sinto com o fim do mundo. Na verdade é a mesma fórmula que meu coordenador falou pros novos publicitários quando começamos o curso, só que eu redirecionei.
É a fórmula do "60-30-10". 60% de mim acha que nada vai acontecer e que esse papo de fim do mundo é a mesma porcaria que foi aquele papo de Nostradamus e o ano de 2000...ou era 2001? E o papo do bug do milênio que também não deu em nada. 30% de mim acha que alguma coisa vai acontecer, mas não vai acabar com o mundo, apenas acabar com a nossa visão de mundo. Alguma coisa que redirecione a humanidade. E 10% de mim acha estamos mesmo fadados a ir pro saco.
Hoje tive um sonho pra lá de esquisito. Tão esquisito que não sei se foi sonho ou pesadelo.
Era noite e eu estava no meu colégio antigo, o Anglo Latino, mas a turma e a ideia eram do mackenzie. Primeiro eu estava na arquibancada da quadra descoberta do anglo. Logo do lado, estavam as quadras do mack. Entrei lá e peguei uma bola de hand e fui jogar um pouco. Nisso, uma mulher aparece e da um esporro na Tati, uma amiga minha da minha sala de jornalismo que é do time de futebol, porque ela não estava aquecendo com as outras meninas.
E lá estou eu a arremessar a bola no gol quando entra alguém e diz que vai ter jogo e é pra liberar a quadra. Voltei pra arquibancada e sentei perto de algumas pessoas que não me eram estranhas mas não reconheci. O jogo estava pra começar quando apareceu do meu lado, o Rafael Casseb, amigo de muitos anos até hoje.
E estamos falando do jogo quando vemos ao fundo, fogos estourando. Eu falo "Ae! Chegou droga na favela!", mas os fogos não param e começam a ficar cada vez mais barulhentos. De repente, vemos que tudo vem estourando em nossa direção. Não explodindo, mas deu pra ver o teto do ginásio abrindo alguns buracos. E de repente, os fogos passaram por nós e cessaram.
Abri os olhos e tudo estava apagado. Não tinhamos mais luz em lugar nenhum. A claridade que tinhamos era que a luz refletia na lua. Todos assustados e sem saber o que estava acontecendo, começamos a perceber que nada funcionava. Olhávamos nos relógios e tudo estava parado. Não tinha mais som, nada funcionava...
Ai alguém pergunta o que está acontecendo e uma voz feminina grita "é o fim do tempo...é a zero hora"
Segundo essa voz feminina, o tempo teria acabado. Mas o que acontece quando o tempo acaba? Será que ele começa de novo?
Nessa hora eu acordei e não pude não pensar no que aconteceria se o tempo de repente parasse de rolar e tudo parasse.
Isso rende uma reflexão pra lá de grande, então eu provavelmente continuo.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
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