quarta-feira, 21 de abril de 2010

Quem vê a cara durona de Bruce Willis só consegue pensar mesmo em uma saga: Duro de Matar. Frases como "yippie ki yay motherfucker" e "now I have a machine gun, asshole!" foram imortalizadas por John McLane, um policial que por quatro vezes se encontra na situação de vencer terroristas sozinho. Mas Bruce Willis tem um lado engraçado, mesmo com essa cara de policial corrupto de New Jersey.

Junto com Willis está Tracy Morgan, um comediante consagrado no mundo do stand-up americano. A dupla de policiais busca no filme um traficante de drogas, enquanto Willis tenta arrumar dinheiro para pagar o casamento da filha e Morgan fica paranóico com a ideia de estar sendo traído pela mulher com o vizinho enquanto ele trabalha.

É claro que tudo da errado e eles vão precisar de muitos tiros e bom humor pra conseguirem sobreviver aos ataques de uma gangue mexicana, um padrasto rico e chato e um vizinho garanhão.

Para ajudar (ou atrapalhar) na luta, eles contam com Sean William Scott, o famoso e venerado Stifler, tido por muitos (eu incluso) como protagonista e peça principal da sequencia American Pie.

O filme é uma piada atrás da outra, e nada que beire o mal gosto. Bruce Willis continua como o policial durão, mas dessa vez ele abre espaço para risos, ainda que na maioria das vezes, discretos. Morgan traz o lado pastelão do filme, fazendo plágios de filmes como Scarface, Star Wars e Robocop para interrogar criminosos.

Fazia tempo que eu não ria tanto vendo um filme besta, mas que diverte horrores. 3,5 estrelas para esta comédia cheia de tiros e palhaçadas.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Os vampiros de verdade

Eu pensva que nunca mais ia ver um filme de vampiros de verdade. Com essa moda ridícula dos filmes do Crepúsculo e da série Vampire Diaries, eu estava conformado que daqui pra frente, vampiros seriam galãs boiolas e bonzinhos, em filmes de efeitos especiais péssimos perto do que poderia ser investido com apenas parte do que se arrecada.

Por isso eu esperava ansioso por Daybreakers, um filme que no trailer, me conquistou. Não por ter uma super história ou os melhores efeitos, mas porque os vampiros querem mais é beber sangue de gente e viram churrasco quando ficam no sol!
Num futuro talvez próximo, o mundo é habitado totalmente por vampiros. Os poucos humanos que restam são caçados e tem seu sangue removido para comercialização. Mas com a raça humana próxima da extinção, os vampiros se veem numa situação igual, já que morrerão de fome se não derem um jeito na situação.

Mas alguns vampiros ainda querem ser humanos, caso do galã Ethan Hawke (Dia de Treinamento). Ele é um cientista que busca a solução para a falta de sangue que assola o planeta. Um grupo de humanos liderado por Willem Dafoe (Homem Aranha) descobre das intenções de Hawke e vai atrás dele.

A trama do filme não é nada demais. É a velha luta pela sobrevivência da minoria, caçada pela maioria, sempre mostrada como monstruosa (no caso, são mesmo monstros). Mas me interessou a ideia de ver um mundo onde vampiros comandam e vivem normalmente. Os efeitos deixam a desejar, parecendo muitas vezes que a cena foi feita num notebook igual ao meu. Mas o filme vale a pena para quem gosta de vampiros de verdade, que assustam, queimam no sol, bebem sangue e tudo mais. Para quem gosta de filmes banhados em vermelho, esse é um prato cheio.

Nota 2,5 porque é ruinzinho, mas me diverti.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Bourne fardado

Quem viu a excelente trilogia Bourne, com certeza vai no mínimo conferir o novo Green Zone, ainda sem título em português.

O filme se passa em 2003, no ínicio da guerra do Iraque e, ao mesmo tempo, no seu teórico fim.

Matt Damon interpreta Roy Miller, um soldado do esquadrão que caça as WMD(Weapons of Mass Destruction) - ou se preferir, armas de destruição em massa - que acaba entrando numa rede de intrigas e mentiras vindas de todos os lados.

O filme com boas sequencias de ação, uma história interessante, crítica e realista, mostra como o governo americano usou como pretexto para invasão do Iraque a existência de armas nucleares e biológicas.

Como sabemos, nunca foi provada a existência de tais armamentos, e é em cima dessa possibilidade que o filme se desenvolve num misto de ação frenética, suspense, espionagem e crítica ao governo da época.

Um fato curioso do filme é que os soldados que vemos no grupo de Matt Damon são realmente soldados. Veteranos de guerra que retornaram do Iraque. De atores mesmo, apenas Damon e mais um do lado americano. Segundo Damon "Isso ajudou a dar ainda mais realismo ao filme, pois esses caras sabiam o que fazer naquelas situações e agiram com naturalidade. Era como ter 20 consultores técnicos no meu ouvido o tempo todo".

O ponto negativo do filme, porém, vai exatamente por ser uma "sequencia" da saga Bourne. O filme não é basicamente do mesmo estilo, mas ainda assim, deixa a desejar se comparada a qualquer um dos 3 filmes do diretor Paul Greengrass, que (coincidentemente) também contam com Matt Damon como protagonista. Não deixa de ser um bom filme, mas a semelhança aos filmes de Jason Bourne são tantas que Green Zone deixa de ser novidade, numa história que poderia ser contada como nova.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Guerra alternativa

Quentin Tarantino sempre foi considerado um "outsider" no rol de grandes diretores de cinema. Característico por filmes banhados em sangue, com diálogos ácidos e não lineares, Tarantino era tido apenas como um diretor de filmes tipo B para uns, e cult para outros.

O filme se passa na França ocupada pelos nazistas e mostra um grupo de soldados americanos judeus que fogem aos padrões de bons moços que vemos costumeiramente vestindo a farda americana. São soldados que pensam apenas em matar de quaisquer jeitos possíveis, o maior número de soldados nazistas que conseguirem.

Mais do que um bom filme, com todas as características de Tarantino presentes de forma acentuada, o filme mostra um olhar diferente, não só para o cinema atual, mas para a história da guerra. Não vemos mais um herói que salva a américa e todos vivem felizes.

Brad Pitt encarna com graça e violência o Tenente Aldo Raine, "O Apache", que comanda os Bastardos em missões pra lá de loucas e sangrentas. Ele é ajudado por Donnie Donnowitz, "O Urso Judeu", interpretado por Eli Roth.

Com boas doses de humor, ideias que se fossem de outro diretor, estariam fora de contêxto, menos sangue do de costume e uma atuação brilhante de Cristoph Waltz que lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante pelo vilão Hans Landa "O Caçador de Judeus", o filme não só diverte como nos oferece um ponto de vista e um final diferente do que nos foi contado na escola.

Como primeira nota desse blog pra alguma coisa, dou 4 estrelas entre 5 para está bela obra que elevou Tarantino do ranking de "outsider" para um dos diretores de maior renome no cinema atual.

Nova Diretriz

Vi um blog de cinema por aí...fraco, mas tão fraco, que resolvi fazer o meu só pra fazer chacota do outro. Não vou falar aqui qual é o blog, quem dirige, nem nada. Só vou mostrar pra mim mesmo (já que só eu leio isso aqui mesmo) que eu manjo muito mais de cinema que aquelas pessoas que realmente querem viver disso.

Já falei dos meus favoritos aqui, mas agora a pegada é outra.

No próximo post, o meu glorioso retorno à esta plataforma falando sobre prioritariamente sobre a sétima arte e as vezes sobre outra coisa.