quarta-feira, 31 de março de 2010

Guerra alternativa

Quentin Tarantino sempre foi considerado um "outsider" no rol de grandes diretores de cinema. Característico por filmes banhados em sangue, com diálogos ácidos e não lineares, Tarantino era tido apenas como um diretor de filmes tipo B para uns, e cult para outros.

O filme se passa na França ocupada pelos nazistas e mostra um grupo de soldados americanos judeus que fogem aos padrões de bons moços que vemos costumeiramente vestindo a farda americana. São soldados que pensam apenas em matar de quaisquer jeitos possíveis, o maior número de soldados nazistas que conseguirem.

Mais do que um bom filme, com todas as características de Tarantino presentes de forma acentuada, o filme mostra um olhar diferente, não só para o cinema atual, mas para a história da guerra. Não vemos mais um herói que salva a américa e todos vivem felizes.

Brad Pitt encarna com graça e violência o Tenente Aldo Raine, "O Apache", que comanda os Bastardos em missões pra lá de loucas e sangrentas. Ele é ajudado por Donnie Donnowitz, "O Urso Judeu", interpretado por Eli Roth.

Com boas doses de humor, ideias que se fossem de outro diretor, estariam fora de contêxto, menos sangue do de costume e uma atuação brilhante de Cristoph Waltz que lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante pelo vilão Hans Landa "O Caçador de Judeus", o filme não só diverte como nos oferece um ponto de vista e um final diferente do que nos foi contado na escola.

Como primeira nota desse blog pra alguma coisa, dou 4 estrelas entre 5 para está bela obra que elevou Tarantino do ranking de "outsider" para um dos diretores de maior renome no cinema atual.

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