sexta-feira, 19 de junho de 2009

O fim da F1

Nos últimos dias, apenas uma coisa tem realmente chamado minha atenção.

O provável fim da Fórmula 1 em 2010.

A crise abalou todos, até mesmo o milionário mundo do automobilismo, com marcas fortes como a sempre tradicional e competitiva Ferrari, McLaren e a nova porém provável campeã Brawn GP, antiga Honda, do mestre da estratégia automobilística, Ross Brawn.

Tudo isso começou até antes da crise, se não estou enganado.

Há quem diga que não tem a ver, mas a relação é óbvia.

O presidente da FIA, Max Mosley foi flagrado em fotos fazendo apologia ao nazismo. Foi um escândalo onde se cogitou a saída do homem forte da federação.

Pra explicar esse escândalo, eu vou recorrer à dois casos. Primeiro, à rivalidade de Ayrton Senna e Alain Prost.

Não sei o ano de cabeça, mas o que aconteceu foi o seguinte. Em um ano, Prost precisava apenas que Senna não pontuasse na última corrida para ser campeão. A logo após a largada do GP final, Prost e Senna misteriosamente bateram um no outro, abandonando a corrida e sagrando o francês como campeão daquele ano.

Já no ano seguinte, a situação era a mesma, mas os papéis estavam invertidos. Senna era quem tinha a vantagem. Bastava que Prost terminasse, na melhor das hipóteses, na 7ª colocação. Mas Senna preferiu não dar sopa pro azar, e a na primeira curva, aquela mesma do ano passado, ele enfiou o carro na traseira de Prost e os dois abandonaram, deixando o título com o brasileiro.

O outro exemplo é o famoso caso de espionagem da McLaren, que recebeu um dossiê com informações confidenciais sobre a performance dos carros da Ferrari.

Usei esses dois exemplos para mostrar que o mundo da F1 é um mundo sujo, onde nem sempre o mais rápido vence. Senna e Prost conheciam bem esse mundo e sabiam como usá-lo em seu favor.

Voltando ao escândalo de Mosley e o nazismo, foi descoberto que as fotos foram armação do então chefe da Mclaren, Ron Dennis, para deixar o desafeto em posição ruim na direção e renunciar.

A renuncia não ocorreu, e Mosley decidiu se vingar. Ron Dennis já está fora do papel há algum tempo. Provavelmente forçado por Mosley a deixar o cargo de chefe da McLaren F1.

Após isso, vieram as estúpidas ideias de implantar um teto orçamentário para as equipes, porque a crise estava causando muitos prejuízos.

A primeira a manifestar real insatisfação com a possibilidade foi a Ferrari, que vem tendo um orçamento cada vez menor desde 2003, após a morte de Gianni Agnelli, grande protetor da scuderia, que repassava até 90% dos ganhos com vendas dos carros da marca para o uso na categoria.

O teto era de 45 milhões de dólares para cada equipe por temporada. Para se ter uma idéia, o orçamento de uma equipe mais "modesta" na F1 gira em torno de 600 milhões de dólares por temporada. A Ferrari sobe ainda mais.

Agora já são 8 equipes que devem sair. As 8 maiores, por sinal.

Ferrari, McLaren, Renault, Brawn GP, Toyota, Red Bull Racing, Toro Rosso e BWM Sauber entraram em acordo durante a semana e anunciaram a saída da F1 e a criação de uma categoria paralela.

Mosley, que cerca de um mês atrás havia dito que a categoria poderia sobreviver sem a força da Ferrari e que haviam pelo menos 7 equipes dispostas a entrar no lugar da scuderia do cavalinho, ainda tentou um novo acordo com as equipes, oferecendo mais que o dobro do teto oferecido anteriormente, mas com uma queda drástica para os mesmos 45 milhões em 2011, que fez com que as equipes mantivessem a postura e anunciassem a categoria paralela, ainda sem nome.

Com a provável saída das forças da F1, é provável que a categoria tenha seu fim, já que os parceiros e investidores fortes seguiriam os nomes fortes da Ferrari, McLaren e Brawn, além dos outros 5 intermediários.

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